Independência ou Mocotó?? Eu quero Mocotó
Com todo o respeito, o 7 de setembro sempre foi uma data do poder. Uma data destituída de qualquer significado intrínseco, e também a mais monocrática das datas possíveis para assinalar a ruptura dos laços políticos entre os “reinos unidos” do Brasil e de Portugal. O “Grito do Ipiranga” é acima de tudo um quadro, um feito da pintura áulica, uma imagem muda. Mesmo no campo das iniciativas do então príncipe-regente, talvez mais expressiva do que um piti na beira de um riacho tenha sido a data de 3 de junho de 1822, quando José Bonifácio, com a rubrica do Bragança, assinou o decreto que convocou a Assembleia Constituinte que seria fechada pelo golpe de 1823. Melhor mesmo talvez fosse escolher o 7 de abril (de 1831), quando uma inacreditável “coalizão ad hoc” entre segmentos amotinados da tropa, agitadores da classe média letrada e a maravilhosa plebe carioca, acontonada no Campo de Santana, levou o imperador português a dizer “fui”. E abriu caminho para a “experiência...